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15/07/2019 ás 19h11

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Ji-Paraná / RO

Mourão diz que Previdência terá que ser discutida de novo em seis anos
“Qual era a primeira coisa para buscar o equilíbrio fiscal? A reforma da Previdência. Felizmente ela está encaminhada. Não da forma como nós, governo, gostaríamos" disse Mourão
Mourão diz que Previdência terá que ser discutida de novo em seis anos
Tomaz Silva/Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira, 15, que em até seis anos a Previdência terá que voltar a ser discutida, uma vez que a reformaque tramita no Congresso está encaminhada, mas “não da forma como nós, governo, gostaríamos”, afirmou o general.


“Qual era a primeira coisa para buscar o equilíbrio fiscal? A reforma da Previdência. Felizmente ela está encaminhada. Não da forma como nós, governo, gostaríamos, mas existe um velho aforismo no meio militar que diz que o ótimo é inimigo do bom. Então, vamos ter uma reforma boa, não uma ótima. Daqui a cinco, seis anos, nós vamos estar novamente discutindo isso aí”, disse o vice-presidente, em evento no Rio de Janeiro.


As mudanças feitas pelo Congresso na proposta de reforma da Previdência não foram vistas com otimismo pelo governo, já que a economia prevista com a reforma em 10 anos caiu para a casa dos 900 bilhões de reais. A proposta enviada aos parlamentares previa 1 trilhão de reais. As modificações ocorreram primeiro na comissão especial, cujo texto-base foi aprovado em plenário, e depois através de destaques— trechos votados separadamente.


A reforma ainda precisa ser aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados para seguir ao Senado. Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o início da última parte da votação deve ocorrer em 6 de agosto, assim que recomeçar o semestre legislativo. O recesso parlamentar inicia em 18 de julho.  A previsão, segundo o deputado, é concluir essa etapa no dia 8.


Mourão, que tem evitado falar com a imprensa após críticas internas do governo, seguiu depois para evento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), também no Rio de Janeiro.


Venda de estatais e reforma política


O vice-presidente também saiu em defesa da venda de estatais como maneira de resolver problemas fiscais – “se a empresa está dando prejuízo, e o governo não tem condições de arcar com aquilo, tem que vender”. O vice também declarou que o governo não deve expandir o número de funcionários públicos. “Não vamos contratar ninguém pelos próximos anos. Vamos fazer uma diminuição do tamanho do Estado, de forma branda”, disse Mourão.


O general ainda defendeu que o Congresso abrace a pauta da reforma política tão logo sejam concluídas as votações da reforma previdenciária. Mourão argumentou que a fragmentação do Congresso fez com que os partidos políticos deixassem “de representar o pensamento da sociedade como um todo”. “O ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete”, disse o vice-presidente.

FONTE: Veja

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