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Internacional

12/08/2019 ás 13h51 - atualizada em 12/08/2019 ás 14h09

Redacao

Ji-Paraná / RO

FESTA SIMULTÂNEA DE JUDEUS E MUÇULMANOS E MARCADA POR VIOLÊNCIA EM ISRAEL
Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, ganhou ares de campo de batalha nesse domingo, dia da Festa do Sacrifício dos muçulmanos e da Tisha b'Av dos judeus.
FESTA SIMULTÂNEA DE JUDEUS E MUÇULMANOS E MARCADA POR VIOLÊNCIA EM ISRAEL

A polícia israelense e fiéis palestinos se enfrentaram na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém. O Crescente Vermelho palestino informou que 61 pessoas ficaram feridas, e 15 delas foram hospitalizadas. A polícia israelense relatou que quatro de seus agentes tiveram ferimentos e que sete pessoas foram detidas.


Inicialmente, as forças de segurança bloquearam o acesso dos judeus ao local, para evitar tensões. Diante das críticas, a única porta de entrada foi reaberta. 


Após a oração na mesquita de Al-Aqsa, situada na Esplanada, vários palestinos que celebraram a Aïd al-Adha começaram a cantar palavras de ordem contra a polícia e a lançar objetos na direção dos agentes. Buscando dispersar a multidão, as autoridades recorreram a bombas de efeito moral.


“Estávamos em família, sentados, festejando o Dia do Sacrifício, e a polícia começou a jogar granadas em nossas crianças. Não estávamos fazendo nada. Estávamos apenas nos recolhendo e eles continuaram atacando”, conta uma palestina, em estado de choque.


Chamado de "Nobre Santuário" pelos muçulmanos e "Monte do Templo" pelos judeus, a Esplanada das Mesquitas é o terceiro lugar sagrado do Islã e o maior para os judeus. Encontra-se em Jerusalém Oriental, setor palestino da cidade ocupado e anexado em 1967 por Israel, apesar da rejeição da maioria da comunidade internacional.


Normalmente os judeus estão autorizados a entrar no recinto em horários específicos, mas não podem rezar ali, para evitar a escalada de tensões. Além disso, eles não têm acesso ao local durante as festas muçulmanas. Porém, diante do tumulto nesse domingo, a polícia deixou mais de 1700 judeus entrarem na Espanada.



“O templo é um local de prece para todos. Ele é sagrado para todas as religiões”, defendeu Yehuda Glick, ex-deputado do Likud que milita pela reconstrução do terceiro templo de Jerusalém, e que liderava o grupo de judeus que conseguiu entrar na Esplanada.


A intrusão foi condenada pela Jordânia, que administra o local. Mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter decidido autorizar os judeus a entrarem "em consulta com os corpos de segurança".


"A questão não era saber se eles poderiam ir lá, mas de encontrar a melhor maneira para (garantir) a segurança pública e foi o que nós fizemos", declarou o chefe de governo em vídeo publicado no WhatsApp.


Israel considera toda Jerusalém sua capital indivisível, enquanto os palestinos querem que o setor leste seja a capital de seu Estado. Os confrontos nesta parte da cidade são comuns e se acentuam principalmente em datas religiosas.

FONTE: RFI

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