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14/03/2019 ás 15h32

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Ji-Paraná / RO

Ribeirinhos ocupam prefeitura e exigem acesso a plano de segurança das usinas do madeira
Segundo o representante do MAB, a prefeitura não estava participando e nem cobrando os dois consórcios.
Ribeirinhos ocupam prefeitura e exigem acesso a plano de segurança das usinas do madeira

Cerca de 150 ativistas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) ocuparam a Prefeitura de Porto Velho na manhã desta quarta-feira (14) para cobrar o acesso ao plano de segurança de barragens apresentados pelas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio ao o prefeito Hildon Chaves e à Defesa Civil Municipal. O prefeito recebeu representantes do grupo em seu gabinete.



 


De acordo com Francisco Kelvin, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Rondônia, as comunidades que foram atingidas diretamente com a instalação das usinas querem que seja discutido com os moradores como vai ser a apresentação desse plano de segurança. Eles também querem participar da discussão para saber da prefeitura e Defesa Civil, juntamente com os dois empreendimentos, qual o plano evacuação, plano de emergência e quais os mecanismos que serão instalados nas comunidades se tiver qualquer acidente. 


Ainda de acordo com Francisco Kelvin, eles iniciaram uma tratativa no ano de 2017 com a prefeitura e as duas principais pautas era garantir a participação da prefeitura na discussão dos remanejamentos que estavam acontecendo nos distritos que, segundo o representante do MAB, a prefeitura não estava participando e nem cobrando os dois consórcios. “A gente também quer saber para onde vai o dinheiro dos royalties que chega na conta da prefeitura desde 2017”, disse Kelvin. 


Outra cobrança dos manifestantes é que sejam efetivadas as políticas públicas nos distritos e o Município cobras as duas usinas para garantir que as compensações e ações delas aconteçam, principalmente os de remanejamento. “Hoje está uma disputa muito grande de remanejamento de áreas no distrito de Jaci-Paraná e Abunã e não tem participação efetiva da prefeitura”, completou Francisco Kelvin, que destacou ainda que o plano só foi apresentado para a Prefeitura e Defesa Civil depois que houve a tragédia em Mariana e Brumadinho. “Sabemos que a ANEL não vem fiscalizar in loco as usinas desde 2016 e isso é muito grave porque coloca a vida dos moradores em risco”, finalizou Kelvin.


Por meio de nota, a Prefeitura informou que os manifestantes foram recebidos pelo secretário-geral de Governo, Luíz Fernando Martins e se comprometeu em agendar reuniões com os Ministérios Públicos Federal e Estadual, secretários municipais e demais instituições afins, para juntos ouvir os representantes das comunidades e procurar uma solução para os problemas apontados. No total, devem ser realizadas quatro reuniões. Representantes das duas hidrelétricas do complexo do Madeira também devem ser convidados para participar das reuniões.

FONTE: Rondoniagora/MAB

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