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04/05/2020 ás 20h31 - atualizada em 04/05/2020 ás 20h41

Redacao

Ji-Paraná / RO

Aldir Blanc, compositor de Musicas de Elias Regina, morre aos 73 anos
Nascido no bairro do Estácio em 2 de setembro de 1946, o cantor morava na Muda, na Tijuca, no Rio de Janeiro,
Aldir Blanc, compositor de Musicas de Elias Regina, morre aos 73 anos

Aldir Blanc é um dos grandes compositores da MPB, autor de cerca de 500 canções, entre elas clássicos como O Mestre-sala dos MaresDe Frente Pro CrimeDois Pra Lá, Dois Pra Cá (escritas em parceria com João Bosco) e Resposta ao Tempo (com Cristóvão Bastos). Ouça cinco músicas essenciais para apreciar Aldir Blanc.


Na voz de Elis Regina, O Bêbado e a Equilibrista, gravado no LP Essa Mulher, de 1979, se tornou um hino informal sobre o declínio da ditadura militar no país, com versos em referência às esposas de dois opositores mortos pela repressão – Maria, de Manuel Fiel Filho, e Clarisse Herzog, de Vladimir Herzog. Outro trecho emblemático da canção dizia que o Brasil sonhava com a volta do irmão do Henfil, sobre Herbert José de Souza, o Betinho, exilado de 1971 a 1979.


João Marcelo Bôscoli, filho de Elis Regina, relembrou da parceria de Blanc com sua mãe. “Ele foi um dos compositores que ela mais gravou. Ele era um compositor recluso, mas era muito agradável. Ele me ligava uma vez por ano para conversar. Para mim, ele é um dos dez maiores letristas da música brasileira. A poesia dele é refinadíssima, sublime e pontuada por uma coisa inesperada, um palavrão. Ele era um cronista do dia a dia e trabalhava com coisas surreais, como o ‘bêbado trajando luto’ e a ‘tarde que cai feito um viaduto’. Do ponto de vista poético é lindo. A gente fica um pouca menor”.


Sua obra foi gravada em samba, choro, valsa, baião, bolero, fox e frevo por artistas como Clara Nunes, Chico Buarque, Elizeth Cardoso, Djavan, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Edu Lobo e Nana Caymmi, entre tantos outros. Suas letras falavam sobre situações de seu cotidiano e sua vida. Ele uniu com maestria elementos como o humor e a dor de cotovelo, a realidade e a imaginação.


Nascido no bairro do Estácio em 2 de setembro de 1946, o cantor morava na Muda, na Tijuca, no Rio de Janeiro, onde vivia em reclusão. Em 1991 sofreu um acidente grave de carro que deixou sua perna esquerda quase sem movimento. Em 2010, descobriu que tinha diabetes tipo 2 e sofria de pressão alta e parou de consumir álcool.


Antes de seguir carreira na música, Blanc formou-se em medicina. A música, no entanto, falou mais alto e ele passou a dedicar-se às composições. Amante do Carnaval, era salgueirense e frequentava blocos como Simpatia É Quase Amor, ao qual batizou, e Nem Muda Nem Sai de Cima. Apaixonado por futebol, sua outra paixão era o time Vasco da Gama.


Aldir deixa a esposa Mari Lucia, quatro filhas, cinco netos e um bisneto. Do primeiro casamento vieram Mariana e Isabel e, do segundo, com Mari Lucia, nasceram Tatiana e Patrícia.


Ouça Elis Regina interpretando O Bêbado e a Equilibrista:



 


 

FONTE: Veja

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