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Sexta, 15 de outubro de 2021
Entretenimento

15/09/2021 ás 08h57

Redação I

Ji-Paraná / RO

Daniel e Leonardo voltam aos palcos, mas lucro dos shows já tem dono; entenda
Nessa modalidade de produção, todo o lucro efetivo fica com o fundo",
Daniel e Leonardo voltam aos palcos, mas lucro dos shows já tem dono; entenda
Daniel e Leonardo em ensaios fotográficos; shows dos artistas foram comprados por investidores

Com a volta à normalidade ocasionada pelo avanço da vacinação contra a Covid-19,


artistas como Daniel, Leonardo, Raça Negra e Roupa Nova já se preparam para


retornarem aos palcos com grandes apresentações. Porém, os lucros não irão apenas


para o bolso dos cantores e das suas equipes. Investidores também receberão uma


parcela dessas quantias e já estão animados com essa nova oportunidade de negócio.


"De um lado, há pessoas que esperam ir a shows e terem suas vidas normalizadas. De


outro, existe um anseio muito grande dos próprios artistas de voltarem a se apresentar.


Estamos, portanto, em um momento estratégico, em que temos uma boa visibilidade de


retomada desses eventos", de Essa tese de investimento começou a ganhar força no mundo da música brasileira nos


últimos meses. Por exemplo, Gusttavo Lima vendeu, por R$ 100 milhões, toda a sua


agenda de shows de 2022 para o fundo For Even. A oferta da XP Asset animou tanto


os investidores que conseguiu ser a maior operação no setor de entretenimento no país


dos últimos dez anos.


"A recepção foi muito positiva, não só porque a análise macro faz muito sentido, mas


também porque conseguimos trazer um produto com bom retorno, mas baixa


correlação com o portfólio dos investidores.


É como se conseguíssemos trazer um produto com bom nível de rentabilidade", explica


o executivo.


Do ponto de vista de tese, há diversos mitigantes de risco, também porque


fizemos isso com um parceiro com vasta experiência no setor de


entretenimento, a Opus. A oferta foi fechada, com R$ 260 milhões, por uma


questão de pipeline [ciclo de vendas] e de que estamos em negociação com


outros artistas. Se tivermos novas operações dentro de um período de quatro


meses, teremos que fazer com os investidores que já aportaram no fundo, já


que eles têm preferência. Depois de quatro meses, novidades podem ser


abertas a outros investidores, em uma eventual nova oferta.


Porém, como se ganha dinheiro neste negócio? "Há duas modalidades: revenda de


shows, com rentabilidade atrelada a um ganho dentro do preço. Basicamente: 'Comprei


por R$ 100 e vendi por R$ 150'. A outra modalidade é a produção. Ou seja, vamos para


bar, alimentação, bilheteria e patrocínio, e outras variáveis que envolvem a execução


desses eventos. Nessa modalidade de produção, todo o lucro efetivo fica com o fundo",


detalha Mattos


Início de relacionamento


O profissional reforça que esta entrada no setor do entretenimento também pode


representar o início de um relacionamento com os artistas para futuras oportunidades


financeiras: "Para além de shows, há também o segmento de direito autoral ou de


imagem. No fim do dia, essa operação é uma entrada em um segmento pouco


explorado pelo mercado brasileiro, e que abre caminho para outras áreas correlatas".


"Nosso objetivo é apoiar os talentos brasileiros, ajudando-os com impulso de receita e


projetando a música brasileira, inclusive no exterior, com a realização de turnês",


complementa.


A tendência é que os negócios atrelados ao mundo do entretenimento, prejudicados


pela pandemia, voltem com força. Segundo a 22ª Pesquisa Global de Entretenimento e


Mídia, realizada pela PwC Brasil, esta fatia do mercado deve crescer 4,7% até 2025,


quando movimentará US$ 38 bilhões (R$ 197 bilhões)


"Esse momento é histórico para o segmento artístico nacional. Nós paralisamos nossas


atividades presenciais durante a pandemia mas, ao mesmo tempo, dobramos nossa


atuação digital com conteúdos próprios e aproveitamos para construir produtos inéditos


para a volta aos palcos. A música tornou-se ainda mais forte no atual período e temos


convicção do papel do entretenimento na vida dos brasileiros", pontua Matheus


Possebon, vice-presidente da Opus Entretenimento.

FONTE: https://noticiasdatv.uol.com.br/

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