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Política

18/04/2019 ás 20h28

Redacao

Ji-Paraná / RO

MPF identifica autor de movimentação de R$ 20 milhões em Empresa de amigo de Temer
João Baptista Lima é acusado de ser o operador financeiro do esquema de corrupção que prendeu o ex-presidente Michel Temer, de quem é amigo há mais de 40 anos.
MPF identifica autor de movimentação de R$ 20 milhões em Empresa de amigo de Temer

A Lava Jato do Rio identificou Antônio Carlos Correia da Silva como a pessoa que tentou transferir, em outubro, R$ 20 milhões de uma empresa do Coronel Lima, braço-direito do ex-presidente Michel Temer. A empresa era usada para a lavar dinheiro, segundo o Ministério Público Federal (MPF).


A tentativa frustrada foi revelada pelo MPF e apontada no pedido de prisão da Operação Descontaminação, na qual foram presos o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e João Baptista Lima, o Coronel Lima. Eles foram soltos quatro dias após a ação.


Antônio Carlos é gerente financeiro da Argeplan, que tem Coronel Lima como um dos controladores. A movimentação foi informada, inicialmente, em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que não identificava o autor. Depois, o próprio Coaf apontou Antônio Carlos como o responsável.


Segundo depoimento, Antônio Carlos pediu a abertura de contas para duas empresas: a PDA Projeto e Direção Arquitetônica e PDA Administração e Participação Ltda. Ambas são controladas pelo Coronel Lima. Ele também teria tentado abrir uma conta para Carlos Alberto Costa, outro sócio da Argeplan.


A gerente do banco, Silvana Alves de Souza, diz que a agência bancária recusou a abertura das contas porque a Argeplan está sendo investigada. Ela conta ainda que Antonio Carlos recebeu a informação no dia seguinte, recolheu a documentação e foi embora.


O gerente da Argelpan foi questionado no banco sobre a origem do dinheiro e disse que era apenas o procurador. "O sócio Lima", disse ele, poderia prestar informações sobre a origem dos valores.


Procurado em sua casa, Antônio Carlos não foi encontrado. A irmã dele disse que ele começou a trabalhar na Argeplan em 2014, que ficou indignado quando a história do dinheiro surgiu e que ele quer ser ouvido.

FONTE: Flávia Januzzi e Arthur Guimarães, Jornal Hoje

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