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20/04/2019 ás 16h30 - atualizada em 20/04/2019 ás 16h38

Redacao

Ji-Paraná / RO

Pastoral da Terra aponta seis mortes em 2018 no Estado
Estado fica atrás apenas do Pará que teve 15 mortes de trabalhadores rurais
Pastoral da Terra aponta seis mortes em 2018 no Estado

O conflito agrário é um problema que está na formação do estado de Rondônia, palco de confrontos violentos na disputa de área de terra, onde assassinatos sem solução continuam sem respostas, se tornando algo comum no campo.


 


De acordo com dados da Síntese dos Assassinatos no Campo Brasil 2018, estudo realizado pela Comissão Pastoral da Terra – CPT, no ano de 2018 foram registrados seis mortes por conflito de terra no estado de Rondônia, uma estatística que fica atrás apenas do Pará, com 15 mortes, Bahia e Mato Grosso registraram duas e a Paraíba uma.


 


No documento apresentado pela CPT, dois homicídios aconteceram em uma fazenda na cidade de Nova Mamoré. Os agricultores Ademar Ferreira, de 24 anos, e Tiago Campin dos Santos, de 23 anos, eram posseiros em uma área ocupada há aproximadamente 3 anos, por 105 famílias. Eles foram mortos em confronto na região.


 


Já no município de Ouro Preto do Oeste, o trabalhador rural Joscione Nunes das Neves, de 32 anos, foi assassinado a tiros enquanto realizava a demarcação de uma área de terra. Também na mesma região, Edemar Rodrigues da Silva, um líder agrário na área foi encontrado morto. Ele teve parte de uma orelha arrancada e no seu corpo havia vários cortes e uma marca no rosto do lado esquerdo, em forma de X.


 


Em Seringueiras, Ismauro Fátimo dos Santos, de 49 anos, conhecido por ser uma liderança na região, foi assassinado a tiros em uma emboscada enquanto dirigia seu carro até um acampamento. O último listado é o sem terra Lucas de Lima Batista, de 21 anos, encontrado morto com uma perfuração no tórax em um acampamento na cidade de Vilhena.


 


Com a nova política do Governo Federal sobre o conflito agrário a expectativa é que os ânimos se atenuem no campo, mas, também existe a possibilidade de que a política “linha dura” consiga colocar um ponto final nos conflitos, resta aguardar as próximas ações voltadas para esse tema.

FONTE: Rondoniaovivo/Pastoral da Terra

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